quinta-feira, 7 de junho de 2018

Das notas mentais sobre o dia de ontem

(ao almoço perdemo-nos a divagar sobre os anos 80 e isso recordou-me a vontade inabalável que eu tenho de trazer esses tempos para os nossos dias! Alguém pode, por favor, desacelerar o mundo?!?)

quinta-feira, 10 de maio de 2018

Dos (nossos) corações

"Mãe, sabes porque é que eu fiz aquele coração dourado? Porque tu és especial e tens um coração de ouro!"

sexta-feira, 30 de março de 2018

Do ser criança

Hoje em dia acredita-se que aos 8 anos já não se pode ser criança. Esperam-se atitudes - sempre - muito responsáveis. Pede-se maturidade. Não se aceitam brincadeiras. Exige-se concentração, concentração, concentração, trabalho, trabalho, trabalho...

(pior: aceita-se que uma criança minta; forje situações; ludibrie pais, amigos e professores; magoe deliberadamente os colegas... sim, talvez estes sejam, infelizmente, sinais da 'maturidade' dos nossos tempos!)

A pressão é muita: "é muito criança!", "é muito imaturo!", "é muito infantil!"... Quase me apanharam nesta! Mas afinal, se não formos crianças aos 8 anos, quando é que vamos ser?! Aos 40, quando puxamos do nosso lado mais poético e enaltecermos a criança que há dentro de nós?! Não. A criança que fomos só permanecerá em nós se lá tiver vivido coooonfooortaaavelmente!

(deixem as crianças viver a sua meninice!)

sábado, 3 de março de 2018

De um certo sentido que se encontra na espuma dos dias

Há muito para escrever. Na minha cabeça ligo o norte ao sul, ligo o A ao Z e ligo um qualquer início a todos os infinitos, como se, numa ou em várias teias, tudo se entrelaçasse e tudo fizesse um sentido único e certo do porquê das coisas.

Porque observo ciclos a fecharem-se com chave de ouro, só porque sim. Só porque (ainda) acredito na natureza Humana que recebe e dá na directa medida do compasso do seu coração. E também porque vejo - vejo mesmo - pessoas que em tempos precisaram e foram apoiadas, a apoiar outros quando estes precisam. E se isto não reforça a minha fé na bondade, então não sei o que o fará.

Porque observo caminhos a começar num sentido que desejo e que no qual sempre apostei. Porque acredito nessa tal bondade e num estado permanente de altruísmo que dá sentido à nossa existência.

Porque tenho falado muito com quem já não me consegue responder directamente e por isso procuro todas as respostas nas entrelinhas da vida. Tenho encontrado muitas.

Isto entendo. Nisto acredito.

(quando me chegam ecos e imagens que evidenciam uma desumanidade que não cabe neste sentido da vida, as certezas ficam abaladas. Em risco de ruir. Mas isso não entendo. Nisso não acredito e não deixo que vença.)

domingo, 31 de dezembro de 2017

Do meu 2017

2017 está a chegar ao fim e preciso tanto de escrever sobre ele como se se tratasse de arrumar uma casa para me sentir confortável dentro dela.

2017 trouxe-me o sabor amargo de uma grande - grande - perda. Ainda não a aceitei. Ainda não sei viver com ela, nem sei se algum dia saberei. 2017 tirou do meu alcance o olhar mais terno e mais carregado de amor por mim que eu conheço. Sei que não o perdi, e que ele estará ainda mais vigilante e mais dedicado, mas eu é que não o posso ver.

2017 fez-me - e faz-me - valorizar ainda mais os pequenos grandes gestos e os valores e princípios em que sempre acreditei. Sei que o que permanecerá para além de nós - e que nos torna únicos, afinal - são as nossas opções de vida e as nossas atitudes. Sei que só vale a pena partilhar este mundo se nos esforçarmos todos os dias por o tornarmos num lugar melhor para todos.

Heal the world
Make it a better place
For you and for me
And the entire human race
There are people dying
If you care enough for the living
Make it a better place
For you and for me

2017 não foi um ano bom mas apesar disso tenho taaaanto por que agradecer.

Desejo a todos um EXTRAORDINÁRIO 2018. Que tenhamos a coragem de lutar por tudo em que acreditamos. Que ousemos fazer 'diferente', se assim nos apetecer. Que possamos cuidar de nós e dos outros com paixão. Que possamos ver os nossos sonhos tornar-se realidade. Que sonhemos novos sonhos. Que a alegria seja uma constante!

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Do faz-de-conta

Podemos sempre mascarar a realidade escolhendo o disfarce que mais nos convier. O problema é quando nos iludimos de tal maneira que nos esquecemos do que está por trás da máscara.

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Dos obstáculos (e do tempo)

Muitas vezes podemos ter a ilusão de que ultrapassar rapidamente o obstáculo que temos mesmo à nossa frente - seja ele um amarelo num semáforo, um ano lectivo, um momento difícil.... - é sempre a melhor opção. Não é. Muito melhor do que o ultrapassarmos rapidamente, e ultrapassá-lo de forma segura: é levar o tempo certo para que tudo fique bem feito.