terça-feira, 1 de agosto de 2017

Do poder que as referências exercem

Foto de As crianças são muito infantis. 

Hoje o meu dia começou com esta imagem: à medida que o dia foi avançando, e não foram precisas muitas horas, a imagem ganhou todo um significado e sinto que, apesar de já ter encontrado vários pontos de sustentação, este circulo ainda não está fechado!

Quanto ao Zé não sei, mas lá por casa o boné usa-se assim porque há um certo jogador de futebol que também o faz. Não vale a pena negar o poder que as referências de uma geração exercem sobre a dita geração. O meu dedo dói de tanto carregar na tecla "sê tu próprio!".

É inevitável nas relações sociais do João: ele procura - e encontra - sempre uma referência. Avalia, identifica-se ou não se identifica, gosta ou não gosta. Isso ele até faz bem, mas se gosta, há sempre alguma coisas que ele vai querer imitar. Às vezes é um detalhe tão pequenino que sinto que apenas o meu olhar atento detecta, mas a verdade é que ele existe. Hoje o João quis sair de casa com gel no cabelo e eu sei exactamente porquê. Mais uma vez lá tenho de carregar na dita tecla "se tu próprio!".

No programa da manhã de hoje da Comercial ouço o Vasco Palmeirim referir-se à sua mania de adolescente de usar 2 camisas (e de como isso virou moda na altura). E é isto que eu quero transmitir quando carrego na dita tecla: fazendo o que nos apetece e apenas porque nos apetece, somos nós próprios. Não imitações.

(cá por mim dispenso qualquer tipo de imitação!)

sábado, 22 de julho de 2017

Da (falta de) criatividade


Leio esta reflexão, na crónica de António Lobo Antunes na Visão desta semana, e percebo melhor as caras atónitas quando tento levar a cabo algo novo, e as respostas "como é que se costuma fazer?", sempre que apresento algo para aprovação sem ter confirmado previamente 'como é que se costuma fazer'!

(umas vezes consigo alguma criatividade, outras não!)

terça-feira, 18 de julho de 2017

As férias do Tomé

O Tomé estava finalmente de férias. O ano letivo tinha chegado ao fim e era chegada a altura de viver mil aventuras. Não parava de pensar no tanto que ia fazer e as ideias chegavam à sua cabeça a uma velocidade que ele não conseguia acompanhar e, pior, ele nem sabia por onde havia de começar..

O Tomé estava para lá de entusiasmado e todos os dias saltava da cama preparado para não perder um único minuto: tinha de ir à piscina, tinha de jogar futebol, tinha de inventar histórias e aventuras com os seus legos, tinha de saltar à corda, tinha de cantar e tocar guitarra, tinha de ler, tinha de escrever, tinha de jogar badminton, tinha de jogar ténis ... ufa... por onde haveria ele de começar? Apetecia-lhe fazer tudo ao mesmo tempo e achava que não ia conseguir...

...

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Do que foi e do que é

"O que foi não volta a ser, mesmo que muito se queira..", já dizia a canção e eu concordo inteiramente. O que já passou é imutável e irrepetível, ainda que uma ilusão mais forte nos possa querer fazer acreditar o contrário: podemos ser os mesmos, a percorrer as mesmas ruas e até imbuídos do mesmo espírito de outrora mas... o que foi não volta a ser!<3 p="">
<3 p="">
(e isso é bom! apesar de ter sido igualmente bom o que não se repete!)

domingo, 2 de julho de 2017

Muito mais do que 'impulse'

"Mamã, posso participar no Verso em Branco?"

Imagino sei que na prática se irá traduzir em muito pouco, mas este pedido valeu por si só. O Verso em Branco tem mais um contribuidor e o que eu senti foi muito mais do que 'impulse'!

#sóparaquemviveunosanos80

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Das boas notícias

Hoje as boas notícias vieram de longe e deram cor ao nosso dia!

 
Obrigada, helpo. Somos mais felizes por ajudarmos a fazer a diferença onde ela é mais precisa.

(#mahera)

terça-feira, 27 de junho de 2017

Das coisas 'fofinhas' que o meu filho me diz aos 8 anos

"Mamã, tu já estás a ficar com uns risquinhos aqui por baixo dos olhos! Como é que isso te apareceu? Pensava que era só a partir dos 49 anos..."

(#sqn :-) )

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Antes e depois "de cruz"

A riqueza da vida reside na imprevisibilidade dos dias: nas surpresas e emoções que nos reservam os passos que damos, as pessoas com quem nos cruzamos, as atitudes que escolhemos assumir.. etc., etc. E reside também em momentos únicos, como este.

Ontem divagávamos sobre o quão desafiante foi (está a ser) este 2.º ano, pelo tanto conhecimento novo recebido em catadupa, e no meio das constatações lá sai: "pois, nós até já aprendemos os números até 1999... [pausa longa] depois de cruz!"

[depois de cruz? este rapaz está a falar de quê?!?]

Não tive alternativa: estava completamente dessintonizada com o assunto e tive de questionar "João, depois de cruz? o que é isso? nunca ouvi falar...". Resposta hesitante.. "ai, como é que se diz?!?! depois de cruz... antes de cruz....".

(risota total. desmedida. de ambos. e lá divagamos um bocadinho sobre o AC e o DC, mas desta vez sobre o conceito certo!)

quinta-feira, 30 de março de 2017

Dos inglesismos

Às vezes os inglesismos são demais e começam a baralhar-se mesmo à séria!

Anda o João à luta com a música Englishman in New York - tocada à guitarra e para ser cantada em grupo - quando me confessa: "ó mãe, eu só faço o oh, oh e depois faço RAP!". Naturalmente que enruguei a testa e questionei "fazes RAP, João? e como é que fazes isso?!". "olha, faço assim...." E é aqui que ele começa a movimentar os lábios num verdadeiro PLAY-BACK!

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Dos dectores de tudo

A propósito dos petardos que ontem rebentaram no relvado do estádio Algarve, o João lançou a sua teoria (após concluir que eles nunca deveriam ter entrado no estádio porque são proibidos!): "o que devia haver era uns deteCtores (assim mesmo: detequetores) de tudo"!

(tudo muito certo se o João não tivesse aprendido as artes das letras pós AO, agora assim... fiquei baralhada!)

sábado, 21 de janeiro de 2017

Dos dias em que o mundo gira ao contrário

Habituamo-nos a acreditar numa cadência certa para os nossos dias. Fazemos planos de longo prazo. Adiamos os dias. Esperamos por amanhã. Esperamos que "amanhã" seja depois das vinte e quatro horas de hoje. Esperamos que a próxima semana seja daqui a sete dias. O que nunca esperamos é que o mundo gire ao contrário.

(o mundo nunca devia girar ao contrário!)